Minha história no Reino

Palavra de abertura do encontro por Marisa Duarte

“Minha história no Reino”

Tem um autor que é um dos meus favoritos, talvez o mais, que é Eugene Peterson. O último livro que li dele foi “A linguagem de Deus”.

Essa leitura tem me feito pensar especialmente sobre como a minha história faz parte da grande História do Reino.

Pensar na história da nossa vida nos ajuda a nos organizar como pessoa, a nos organizar internamente. Olhar pra nossa história nos ajuda a saber quem nós somos e porque somos. Também possibilita que mudanças sejam feitas, curas aconteçam, perdão seja exercido e novos rumos sejam tomados. .

A nossa história tem valor! Não importa qual ela seja – é a minha/sua história. Mas ela não está isolada e não é completa sozinha. Ela está ligada a outra e a outra… Ela tem relação com uma história maior, uma história mais abrangente, uma realidade maior e significativa.

Nós somos participantes da história como um todo – da história de Deus e das pessoas. Do que Ele já fez, está fazendo e vai fazer, da obra e do caminho dEle – essa é a história do Reino.

Cada vez que vivemos uma história nossa ou com o outro, cada vez que contamos uma história, essas vivências, experiências, histórias unem-se a muitas outras que não conhecemos, mas que estão na presença do Deus da História. Nós fazemos parte disso. Você já imaginou a dimensão disso? Essa é a história do Reino.

Verdades sobre a nossa história que traz embasamento/alicerce para que eu construa a minha vida.

  • 1ª verdade:   Deus deu um passo na minha direção. Isso é Graça. Eu não queria Deus, eu nem sabia como querê-lo, mas Ele me quis. Eu não tinha recursos de vida para busca-lo, mas Ele me buscou. Quando isso aconteceu na sua história? Na minha…eu nasci de um casal que participava de uma igreja cristã…eram convertidos? Não sei. Naquela idade eu não poderia saber, mas algo me dá uma segurança de que havia presença de Deus naquela casa, algo aqui me diz que ali Deus me chamava… começo, então, a saber quem sou…Qual é a sua história?
  • 2ª verdade:   Através de Jesus, Ele nos incluiu: somos parte, estamos ligadas, somos vinculadas a Ele. Saber e entender que Jesus nos incluiu, nos alicerça, nos dá embasamento para a vida, para o viver. Tenho raízes, tenho um lugar. Deus novamente dá passos – agora pegado na minha mão… Ele me leva a um lugar e me estabelece. E eu? Qual é a minha história dentro dessa 2ª verdade? Me incluo? Me vinculo? Me deixo ser cuidada e me cuido para lançar raízes? Sei o meu lugar? Estou estabelecida?
  • 3ª verdade:   Vivemos o mistério, nossa vida com Deus é um mistério. Vivo hoje e só temos certeza do céu. O que vai acontecendo vou conhecendo no caminho, Ele vai revelando à medida que vivemos. Mas enquanto vivemos e enfrentamos a vida, temos muitas perguntas. E talvez esse seja um dos nossos maiores problemas: o tipo de perguntas que deixamos nossa alma fazer. Se essas perguntas são fruto da nossa fé expectativa em Deus, ou se são perguntas fruto do medo, da ansiedade, da dúvida, da ingratidão, da impaciência.Viver o mistério de Deus envolve expectativas, e a pergunta é: o que Deus está fazendo? Viver o mistério de Deus, envolve crer diante do silêncio dEle. Eugene fala que o silêncio é o “esterco da ressurreição”. O que isso significa? Você planta uma semente, ela morre. Para ela nascer/ressuscitar, é um processo, ela precisa de esterco, e isso leva tempo – tempo de silêncio – de Deus e seu/meu. Enquanto tudo parece morto, o silêncio faz o papel de esterco. O que Deus vai fazer? Essa tem sido a minha expectativa? Essa tem sido a minha pergunta enquanto lido com mortes, desapegos, desconstruções, com as esperas? Qual tem sido a pergunta que tenho permitido que minha alma faça?
  • 4ª verdade:   Andar na companhia do Mestre e no compasso dEle. Isso me sensibiliza para ver o que Ele está fazendo e traz discernimento, traz luz para perceber como Ele está fazendo. Nesse lugar, o lugar da Presença, eu conheço (a Ele e a mim), sou alimentada, sou fortalecida, consigo olhar para minha própria vida e história com a maturidade de quem sabe o que é Graça, de quem sabe que faz parte, com a maturidade de quem sabe que vive o mistério. Nesse lugar eu ainda aprendo os limites de querer ser como Deus e sou apenas humana e prossigo olhando pra minha vida e história, sabendo que isso não me exime de ter posição e fazer escolha, mas, com certeza, me ensina a caminhar.

Marisa Duarte

 

 

 

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