História é feita de pessoas, lugares e conteúdo

Palavra ministrada por Lucinete no 1º encontro do site “Encontros e Caminhos”

Maio 2014 – Uberlândia/MG

História é feita de pessoas, lugares e conteúdo. Lugares de transição, de adoração e de crescimento. É um entrelaçamento entre tempos, fases e etapas.

Pensemos no Egito. Estamos acostumados a ouvir que Egito é sinônimo de escravidão, pecado e do mundo que o cristão deve evitar. Porém, vendo o Egito por um outro ângulo, encontramos nas Escrituras que:

  • José foi próspero no Egito: foi a terra da oportunidade para a família de José. Tornou-se em lugar de prosperidade para ele, que foi fiel a Deus. Jacó e sua família se desenvolveram no Egito. Multiplicaram-se a ponto dos egípcios passarem a temê-los. Se acomodaram e então foram escravizados. A vida que era boa tornou-se em amargura.
  • Moisés foi poderoso no Egito: nasceu com este propósito – de se tornar no libertador do povo que estava escravo no Egito. Recebeu capacidade para confrontar as artimanhas de Faraó. Poder para refutar crenças e ideologias pagãs. Para manifestar o Poder Maior.
  • Jesus foi escondido no Egito: para o menino Jesus, em perigo de vida, o Egito tornou-se no lugar de proteção. “Do Egito chamei meu Filho” (Mat.2:14,15)

Contudo nenhum desses personagens nasceu no Egito. Eles sabiam quem eram e de onde vinham. Entenderam que Egito é lugar onde coexistem o poder, a riqueza, o sofrimento e a proteção. Não é lugar para criar os filhos, nem para morrer nele. É lugar de transição – onde você vivencia várias situações, vence-as e sai de lá vitorioso para novos tempos. Tempos que são mesclados de sofrimento e tristeza, cujas fases te levam a clamar a Deus, se alegrar pela resposta e regá-las. Nessas etapas experimentamos libertação, esperança e colhemos vitórias. (Gen.19:16 = portanto não de demore no Egito; Jo 12:46= não permaneça nas trevas; Atos 19:20 = assuma a Palavra e faça-a crescer e prevalecer; Atos 27:14= seja vitorioso mesmo em meio às tempestades).

Portanto Egito é lugar de transição. Não é lugar para ficar a vida toda. O problema maior é quando o Egito torna-se na terra do conforto – nos acomodamos e perdemos o objetivo da nossa trajetória. Ficamos tão confortáveis e abastecidos que esquecemos que temos uma Jerusalém para assumir.

Pensemos em Jerusalém. A simples menção deste nome nos reporta a significados como cidade santa, lugar de adoração, de religião, de reverencia, de busca de divino. Porém descobri que Jerusalém é lugar para entrar e morrer. Você já pensou porque Jesus foi morrer exatamente em Jerusalém? Não lhe parece contradição que um lugar considerado santo, religioso e divino abrigasse uma tradição de morte tão cruel? Jesus poderia ter morrido em Cafarnaum, na Galiléia, em Jericó, até mesmo em Nazaré. Mas foi nos arredores de Jerusalém – a cidade da adoração. Isto nos ensina que Jerusalém é lugar para depor a nossa vontade – tal como Jesus – é lugar para morrer. “Se o grão de trigo não morrer, fica ele só, mas se morrer produz muito fruto”(Jo 12:24). Jesus orou sobre Jerusalém. Jesus ora sobre a tua Jerusalém continuamente. Mas você precisa morrer n”Ele(a). Morrer é uma decisão nossa – é ficar sem vida para o que desagrada a Deus. Para que ela se torne num lugar de adoração é necessário que primeiro morramos – do egoísmo, do orgulho, da tendência de fazer a vida sem Deus, da indiferença, da falsidade. Precisamos de nos descontaminar da incredulidade, da idolatria (ego) da mistura entre nossas mentiras e a Verdade divina.   Jerusalém então se torna num lugar de comunhão, de adoração e de família. Lugar para se criar os filhos na Palavra, na fé, no temor a Deus. Lugar onde a Graça nos conduz à obediência – que gera mudanças nos trazendo vida. Vida do e no Espirito Santo – que produz experiência, aperfeiçoamento e nos prepara para a eternidade. (Heb.4:12= deixe-se discernir pela Palavra nos pensamentos e nos propósitos do coração; Rom.8:11= não viva segundo a carne – faça-a morrer – há uma eternidade pra assumir).

E enquanto a eternidade não chega precisamos de lugares de crescimento: expandir e ser. Lugares onde podemos nos expandir no propósito da vida atrelada ao Criador e Ser nas relações familiares e interpessoais. Isto demanda muito exercício de reflexão, decisão e posturas diante do Egito e da nossa Jerusalém. Muito trabalho interior. Coexistimos entre esses lugares e situações. Mas vencemos, saímos, enfrentamos a morte e a ressureição para expandir nossa condição de adoradores e de filhos. Nessa transição assumimos maturidade no pensar, no ouvir e no falar. Tudo isto para alcançarmos Revelação – que concretiza a História – nossa e a de Cristo – na vida, nas pessoas e no mundo. (I Cor.13:11 = precisamos deixar de ser meninas e deixar as coisas de meninas – é tempo de se tornar adulto; Heb.5:14= mude sua alimentação, deixe o leite (básico) e pela prática transforme sua mentalidade, aprenda a discernir não só o mal, mas especialmente o bem. Rom.12:2=renovai-vos na experiência da boa, agradável e perfeita vontade de Deus).

Em santa expectativa!

A Deus toda a Glória!

Lucinete Oliveira

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