A.T: Estudo 13

ESTUDO 13:
OS PROFETAS

I – História:
O período do reino monárquico em Israel durou 480 anos – do rei Saul (1.065 aC) ao rei Zedequias (586 aC).
A nação de Israel se desviou dos caminhos do Senhor, adorando a outros deuses e cometendo coisas desagradáveis aos olhos de Deus.
Os sacerdotes continuavam oferecendo os sacrifícios no templo, mas, a maioria deles  haviam se corrompido. Aqueles que eram os responsáveis por instruir o povo na lei de Deus, agora se interessavam em agradar aos reis, desfrutar do luxo dos palácios. Ezequiel 34:1-4 e Jeremias 10:21
O povo praticava a religiosidade, mas não se relacionavam mais com Deus. Estava esquecido da aliança com Jeová.   Isaías 1:1-13  

II – Os profetas:
Neste contexto da história Deus levantou profetas.
 Esses homens eram escolhidos por Deus, e por Ele instituídos diretamente. Eram porta-vozes de Deus, homens ousados, que confrontavam o mal. Eles levavam a palavra de Deus ao povo, e também levavam o clamor do povo a Deus, exercendo também o ministério de intercessor.
Os profetas iam além da lei mosaica, mostrando o Senhor da história, cuja soberania estava acima do poder político dos reis e da religião vazia dos sacerdotes. Muitas vezes, os profetas não eram bem-vindos nos palácios, nem mesmo no templo, por denunciarem o pecado dos sacerdotes e reis.  Eram perseguidos, com exceção de alguns profetas que tinham crédito junto a alguns reis, tementes a Deus.     Amós 1:11-12;   Jr.20:1-2
A mensagem dos profetas era um chamado ao arrependimento, avisando quanto ao juízo de Deus por causa da desobediência, e lembrando o povo a  respeito da Aliança. Isaías 1:18-20
             Alguns eram chamados “profetas orais”, os quais não deixaram escritos, como: Elias, Elizeu, Natã, Micaías, Aías
Outros são os chamados “Profetas canônicos” – aqueles cujas obras foram escritas e  reconhecidas como escrituras sagradas.    
São dezesseis:    – De Isaías a Malaquias.
– Isaias –  O profeta messiânico. Jesus muitas vezes se refere a Isaias,  dizendo: “Está escrito em Isaias a meu respeito…” ou “Hoje se cumpriu o que o profeta Isaías predisse.” O N. Testamento diz que Isaías “viu a glória de Cristo e dEle falou.”   João 12:41
– Jeremias, Ezequiel e Daniel – profetas do tempo do cativeiro babilônico;
– Ageu, Zacarias e Malaquias – os profetas pós-exílio.
– Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum e Sofonias profetizaram antes do cativeiro, juntos ou após Isaías.

 III-     Amós:
Escolhemos Amós para meditar porque sua mensagem é muito atual para a Igreja hoje, enfatizando religiosidade/relacionamento e intercessão.
Amós capítulo cinco chama o povo de Deus, a uma mudança de comportamento  –  “Buscai-me, e vivei.”   
1-        Religiosidade sem vida:
Amós 5:4 – “Buscai-me e vivei. Não busqueis a Betel, nem venhais a Gilgal … porque, certamente, Gilgal será levada cativa, e Betel será desfeita em nada.”    Procurai o que fez as estrelas, o dia, a noite, o mar…O Senhor.
Betel era um lugar considerado sagrado – onde Abraão edificou o primeiro altar; onde Jacó teve a visão da escada que subia aos céus; onde se consultava a Deus, ofereciam sacrifícios, onde esteve a arca (Jz.20:26-27); o rei Jeroboão fez dois bezerros de ouro em Betel.   
Gilgal foi o lugar do primeiro acampamento do povo de Israel após atravessar o Jordão;  era um lugar onde se sacrificava holocaustos (I Sm.10:8);  por fim, tornou-se um centro de idolatria (Oséias 9:15).
O povo tinha em alta conta esses lugares, por isso Deus diz: Não Busqueis a Betel, nem a Gilgal, buscai a mim, ao Deus vivo, para que tenhais vida.
O povo cultuava nesses lugares “sagrados”, sacrificavam holocautos, ofereciam sacrifícios de louvor, porém nada disso agradava ao Senhor, pois eles o faziam como um ritual, uma religiosidade, legalismo. 
Por isso em Amós 4:4-5 e 5:21-23 diz que Deus aborrecia suas assembleias solenes e seus cânticos. 
Deus quer obediência e não sacrifícios, relacionamento e não religiosidade.
2.    Um chamado à intercessão:
Amós 6: 1 a 6  –   mostra a corrupção, a miséria, a ruína espiritual que o povo se encontra. E exclama: “Ai dos que andam folgados em Sião…vivem sem receio…dormem, cantam, bebem vinho…não atentando para o dia mau!
Ai daquele que não chora a ruína de José!”  “Chorar a ruína do irmão” é um chamado à intercessão.
Jeremias é um exemplo de intercessor, que chorava pela miséria espiritual do povo de Deus, e ainda dizia: “queria ter mais lágrimas para chorar a ruína do meu povo.”
Deus procura intercessores, homens e mulheres que chorem diante dele em favor do irmão.  Chorar pelo outro e por nós mesmos para que permaneçamos na presença de Deus, para que a Igreja se desperte, prossiga em conhecer a Deus, a sua palavra.
Buscai-me e vivei.

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