N.T: Estudo 03

ESTUDO 03                                                                               
É CHEGADO A VÓS O REINO DOS CÉUS:

I –    A Expectativa do Reino:

– Isaías 24:23:  “…Quando o Senhor dos exércitos reinar sobre o monte   Sião…haverá glória.” 
– Isaías 33:17:  “ Os teus olhos verão o Rei na sua  formosura…”  
– I Crônicas 29:11:  “Teu Senhor é o Reino… a majestade…”  
– Salmos 45:10-13:  “…Falarão da glória do teu reino e confessarão o teu poder. O teu reino é o de todos os séculos, e o teu domínio subsiste por  todas as gerações.”
– Quando o nascimento de Jesus foi anunciado a Maria pelo anjo, ele lhes disse: “…Ele será chamado Filho do Altíssimo, Deus lhe dará o trono…o seu reinado não terá fim.” Lucas 1:31-36
– João Batista proclamou a chegada do Reino – “Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus.”
–  Jesus começa o seu ministério anunciando as boas novas da chegada do Reino – “É chegado a vós o Reino dos céus.”

 O Antigo Testamento faz várias referências a um reino eterno. Para os judeus a ideia desse reino remete à justiça, algo há muito esperado.             
O anúncio de Jesus sobre o reino estava inserido numa longa tradição de expectativa desse reino, por isso ele e João Batista encontraram vários ouvintes receptivos. 
Toda a vida de Jesus e sua mensagem são centradas no Reino de Deus. 
Lucas 4:43;    Lucas 8:1;    Mateus 4:23     Marcos 1:15

II-  O que é o Reino:
Reino:   Estado governado por um rei. Soberania.
A bíblia diz que o diabo é o deus deste século, o príncipe deste mundo (João 14:30 e 16:11), e que Jesus nos transportou do “império das trevas para sua maravilhosa luz”. (Cl. 1:13) 
Dizer que o Reino de Deus é chegado, sugere que um novo reino está sendo estabelecido sob o domínio de Deus, trazendo libertação aos cativos.  O governo de Deus está se tornando realidade aqui, neste mundo onde vivemos. Essa é a essência das boas novas.  
Assim o Reino fala da esperança do homem sair de debaixo do domínio de Satanás, da escravidão do pecado, para ser servos de Deus, súditos do “Reino do Filho do seu amor”.
Reino implica em autoridade, senhorio, em Deus vir até nós e nos comprar a preço do sangue de Jesus na cruz, rasgando o nosso “escrito de dívida” e nos adotando como filhos, como sua propriedade exclusiva.
E, este momento é chegado!

III–    O Reino é dom precioso:

– Mateus 13:44:  O Reino é como um tesouro valioso, que, por ele, o homem abre mão de tudo o que tem, e o recebe com alegria.  
– Mateus 20:1-16:  É um presente dado pelo Soberano, de forma igual a todos, e não como um pagamento àquele que mais trabalhou.                      
– Mateus 13:24:  É a boa semente que muito produz, quando cai em terra que a acolhe com profundidade. 
– Tiago 2:5:   “… ricos em fé e herdeiros do Reino.”
 
O Reino é um dom totalmente gratuito. Nós o recebemos pela iniciativa de Deus, que “nos amou primeiro.” É tão precioso que não há esforço humano capaz de conquistá-lo ou comprá-lo, logo, ele só pode ser recebido como um dom, como uma herança. 
A gratuidade do Reino de Deus incomoda os soberbos, os auto-suficientes, que se acham justos diante de Deus. Mas a bíblia diz que os soberbos, Deus os conhece de longe, e que aos humildes Ele concede a sua graça.
 
IV- Para quem é o Reino:

“O Espírito do Senhor me ungiu para pregar boas novas aos pobres, me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação de vistas aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor.”
“Hoje se cumpriu as escrituras que acabastes de ouvir”
 
Jesus fala de alguns tipos de pessoas como beneficiárias do Reino, a fim de ressaltar o caráter gratuito do Reino de Deus. São pessoas marginalizadas e desprezadas pela sociedade judaica de sua época – os pobres, as crianças, as mulheres, os chamados “pecadores” pelos religiosos. Esses religiosos eram os fariseus, os mestres da Lei, os sacerdotes.
 
Lucas 6:20; 7:37-39;  Mateus 21:28-32;  Marcos 10:13-16;  Mateus 11:25-26
 
Esses necessitados recebem o Reino, não porque sejam mais humildes, bondosos ou merecedores, mas pela prontidão em receber o dom; a prontidão daqueles que sabem que nada tem e nada podem comprar. E, Jesus disse que o Reino dos céus é das crianças, não porque elas sejam puras e ingênuas, mas porque elas são prontas a receber presentes, com alegria, não são como os adultos, que estabelecem uma relação comercial, de troca, entre si mesmos e Deus.
Os “pecadores”, para os judeus, não eram apenas os de má conduta, mas também aqueles de profissões consideradas desprezíveis, como: cobradores de impostos (publicanos), açougueiros, pastores… 
 E, essas pessoas serem incluídas, por Jesus, entre as que recebem o Reino de Deus, traz perplexidade e indignação para a mentalidade legalista dos religiosos.
– “Por que ele come com os pecadores?!”  
– “Será que ele não sabe que esta mulher, que unge os seus pés, é uma pecadora?!”
– Jesus responde: “Os são não precisam de médicos e sim os doentes. Misericórdia quero, e não sacrifícios. Eu não vim chamar “justos” e sim pecadores ao arrependimento.”    Mateus 9:11-13 
Esse comportamento de Jesus com os desprezados evidencia que o perdão, a reconciliação são oferecidas gratuitamente.
 Na parábola do Fariseu e o Publicano (Lucas 18:9-14) Jesus desmascara aqueles que confiavam em si mesmos, e desprezavam os outros; aqueles que se consideravam justos, por cumprirem a Lei de Moisés.
Tanto o publicano como o fariseu é pecador que precisa de arrependimento. Porém aquele que saiu justificado, foi o que clamou: “Ó Deus, sê propício a mim pecador.”
O Reino de Deus é para aqueles que sabem que nada são sem Deus, e que, como crianças,  se abrem para receber a graça – “um favor imerecido”
 
 “Bem-aventurado aqueles que lavaram suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore de vida, e entrem na cidade pelas portas.”
 Apocalipse revela o Reino em sua plenitude – “Então, ouvi um grande voz vinda do trono dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Eles serão povos de Deus, e Deus habitará com eles, e lhes enxugará dos olhos toda lágrima, a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor…”  Apocalipse 21:3-4.

                                                                                                                                           www.encontrosecaminhos.com

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