Ela é Louvada – A oração de Ana

(palavra ministrada no Encontro Mulher V em outubro/2013)

“Levantem-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas” Provérbios 31: 28 e 29

Ana – uma mulher louvada pelo Senhor. Vamos pensar sobre uma das orações de Ana, a 2ª, que está em I Samuel 2. Há vários meios de conhecermos alguém. Um deles é através do conteúdo da oração da pessoa. Ana era uma mulher fisicamente estéril. A bíblia traz sua 1ª oração, quando ela pede um filho a Deus e promete a Deus que vai consagrá-lo, levando-o para viver no local onde se prestava culto. Essa 2ª oração foi feita quando Samuel foi entregue para viver com o sacerdote Eli como cumprimento da promessa. Ana fez uma promessa a Deus difícil de ser cumprida. Ela deve ter pensado, como nós, o quanto seria difícil entregar seu filho, seu tesouro e ver Samuel somente uma vez por ano. Quantas vezes ela pensou em voltar atrás? Será que nunca? 9 meses…um filho tão esperado, um filho de tantas lágrimas…Quantas vezes ela chorou aquela perda! Quantas histórias ela contou para Samuel, quanto de sua vida e tempo ela investiu no seu filho sabendo que só por cerca de 2 anos ela iria ensiná-lo! Enquanto Samuel mamava, ela se entregava, se doava, distribuía do seu alimento, o que ela tinha de melhor para fortalecer seu filho: físico: leite; emocional: afeto, aconchego e espiritual: oração e histórias, como era costume dos judeus. Uma cena imaginada, que me emocionou. O que Ana nos revela? O que a oração dela nos ensina? Essa oração – a 2ª – foi feita no final de uma etapa de um processo que Ana estava vivendo com Deus – processo difícil, um processo de maturidade. Trago, então, 3 perguntas, que ao estudar essa palavra, me desafiam: 1ª pergunta: Quem é o Deus da vida de Ana após esse processo? Quem é o Deus da minha vida, após os meus processos? Quem é o Deus, que se revela a você e através de você, após os seus processos? Ana agora via Deus com outros olhos. Deus é o mesmo, mas Ana mudou. Entre outras coisas, ela descobriu um Deus diferente. Vamos focar em alguns aspectos do caráter de Deus que agora estavam revelados para Ana, que aparecem na sua 2ª oração: O Deus de Ana é Soberano: A Soberania faz parte do caráter de Deus, faz parte da Sua essência, ou seja, faz parte do Ser de Deus. Soberania fala do exercício da vontade de Deus, fala da intervenção de Deus na nossa vida e história. Ele sabe, conhece toda a nossa vida, os nossos dias tem sido escritos por Ele. Para Ana, Deus é Senhor, e por isso, capaz de ser Salvador. Senhor que reina, que decide, que governa sobre um Reino. Ana sabia o que significava estar sob o reinado desse Senhor. Ela vivia isso como povo. O povo de Israel viveu muitos anos tendo Deus como Rei, eles não tinham rei humano. Como Senhor de um Reino, Ele deveria ser buscado em primeiro lugar, com um coração de criança, renunciando outras coisas por ele e ao se entregar a esse Senhor, não se deveria olhar para trás. E nesse caminho, diante dessas atitudes, Ele se revela Salvador. Para Ana Deus é Aquele que Gera a Vida e Gera vida: Ele faz nascer e morrer: nascer pessoas, projetos, povos, encontros, para cumprir o propósito dEle. E faz morrer: morrer o que não serve para Seu propósito. Fez morrer a arrogância de Ana, seu orgulho, sua força própria, sua pobreza, sua rivalidade com Penina, fez morrer sua esterilidade. 2ª pergunta: Quem é Ana? No encontro com o Deus Soberano, Ana conheceu, ela entendeu, que a força, o vigor, o sustento, o alimento da alma, vem após a quebra da nossa força própria, das nossas fortalezas, aquelas que construímos para nos protegermos, pra nos escondermos, vem depois do abrir mão das despensas que enchemos e que acreditamos que nos socorrerão no tempo das tribulações, nos dias maus. Na submissão ao Deus Senhor, ela descobriu a obediência, a busca da vontade dEle para a vida dela e o entendimento dos propósitos dEle para todo um povo, uma nação. Ana foi parte disso, fez parte de uma história de Deus com um povo. Ela não negou, ela não resistiu. E, ao não resistir, ela conheceu o Deus Salvador, que a salvou dela mesma, da mesmice, da mediocridade, que a salvou de reter – ainda que o que ela tivesse para reter fosse seu filho. Mas ela cumpriu, ela não resistiu, ela soube que não há como lutar contra Deus e prevalecer. Os processos de Deus doem na carne, doem na alma, mas são necessários. No encontro com o Deus Gerador da Vida e de vida, Ana percebeu aquilo que Jesus mais tarde falou: que “Se o grão de trigo caindo em terra não morrer, fica ele só. Mas se morrer produz muitos frutos”. Da esterilidade Deus gera frutos para o cumprimento dos propósitos dele. Deus gerou um fruto através de Ana para que um povo fosse salvo, tivesse a Palavra profética sobre eles e não se perdesse. Deus não está brincando de Igreja. Igreja não é uma reunião de pessoas. Igreja é Corpo de Cristo. 3ª pergunta: Quem somos nós? Você e eu: Deus busca mulheres para gerar segundo a Sua vontade. Mulheres que se posicionam, que pagam o preço, que percebe o tempo. Andar na vontade de Deus exige despir-se da força própria, da fartura, da herança, é descobrir o seu lugar. Samuel o filho do propósito, o filho da oração… Os frutos que o Deus Soberano gera após o rompimento de uma esterilidade, tem um propósito muito bem definido por Aquele que o gerou. Deus colocou Samuel na história de Israel num momento de transição, num tempo de soberba do povo, para que ele fosse instrumento da intervenção de Deus. Quantas esterilidades nós temos! Quantas esterilidades precisando ser rompidas. Na alma, no coração, na mente, no desejo, nas emoções, nas decisões, nas relações, no próprio corpo… É possível romper, é possível ressuscitar. É possível participar da história de Deus. Só há uma maneira da esterilidade ser rompida! É quando na nossa primeira oração no início de um processo, houver obediente submissão à Soberania de Deus e quando no final do processo você mesma reconhecer na sua oração as marcas do Senhorio, da Salvação e da Vida de Deus em você. Há uma expressão externa, visível: Alegria e Gratidão: Ana diz na sua 2ª oração: “Eu canto de alegria! Estou andando nas nuvens! Estou dançando!” Aqui os inimigos são derrotados. Diante de um coração alegre e grato eles se calam. A honra, o louvor que Deus deu a Ana foi dar-lhe mais filhos (5). Não sem processos. Que Deus te abençoe.

Marisa Duarte

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